sábado, 11 de junho de 2011

Homenagem anônima

nobre velha
caida na beira
do buraco da vida
sem mãe sem marido
sem cabelo
tronco forte
madeira ancestral
te vejo de longe
teu brilho constante
de luz

Noz, teu cérebro poético
Luz, tua ousadia de mulher

Diário

No meu diário
Não escrevo todo o dia
E nem mesmo todo dia
Só, assim, nos momentos de agonia
Quando a luta,
Dia a dia,
Trava a língua
E vem a língua
E trava luta
No papel.